Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013
Cancro do ovário e endométrio: desenvolvido teste para a sua deteção
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Investigadores americanos desenvolveram um teste capaz de detetar o cancro do ovário e do endométrio utilizando para tal o fluido cervical obtido com o exame Papanicolau, dá conta o estudo publicado na "Science Translational Medicine".

O teste de Papanicolau, durante o qual são colhidas células cervicais que são posteriormente analisadas ao microscópio, é um exame habitualmente utilizado no rastreio do cancro do colo do útero. Contudo, não existe nenhum método de rastreio disponível para o cancro do ovário e endométrio.

Os autores do estudo partiram do pressuposto que uma vez que o fluido cervical, recolhido durante o teste de Papanicolau, contém ocasionalmente células saudáveis dos ovários e endométrio, as células cancerígenas provenientes destes órgãos poderiam também estar presentes no fluido cervical, tornando possível a sua deteção.

Assim, neste estudo os investigadores do Johns Hopkins Kimmel Cancer Centernos EUA, desenvolveram um teste, denominado de "PapGene", que se baseia na sequenciação genómica de mutações específicas do cancro do ovário e do endométrio.

Os investigadores começaram por determinar as alterações genéticas mais comuns nos dois tipos de cancro, de forma a priorizar as regiões genómicas a serem incluídas no novo teste. Após alguns ensaios foram identificadas 12 mutações mais frequentemente encontradas no cancro do ovário e endométrio. O teste foi posteriormente desenvolvido e aplicado em amostras de recolhidas a partir do teste de Papanicolau de pacientes com estes tipos de cancro.

Através do teste "PapGene" foi possível detetar 100% dos cancros do endométrio e 40% dos cancros do ovário, incluindo tanto aqueles em fase inicial como em fases mais tardias da doença. Não foi encontrado nenhum falso negativo.

"Com este teste poderá ser possível detetar as células cancerígenas de uma forma escalável e com um baixo custo", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Luis Diaz.

Para Shannon Westin, ginecologista da University of Texas MD Anderson Cancer Center, nos EUA, há realmente uma grande necessidade de rastreio destes dois tipos de cancro. "Este é o primeiro grande passo". Contudo, segundo a especialista, ainda é necessário testar e validar o teste numa população maior, um processo que poderá demorar entre 10 a 15 anos.



Publicado por Info Saúde às 14:22
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
Médicos estão proibidos de prescrever alguns medicamentos
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Alguns clínicos estão a ser proibidos de prescrever os medicamentos que consideram adequados para os seus doentes, denunciou o bastonário da Ordem dos Médicos.

"Há médicos que estão, neste momento, a ser proibidos de prescrever aquilo que acham que devem para os doentes. Isso é, obviamente, inaceitável. Devemos combater as situações de discriminação", disse José Manuel Silva.

A notícia avançada pela agência lusa refere que o bastonário deu o exemplo da hepatite C, relatando que os novos medicamentos anti-virais estão a ser usados de forma diferente consoante os hospitais, havendo algumas unidades que não estão a permitir a sua utilização.

Segundo o bastonário, estes são fármacos que aumentam a taxa de cura da hepatite C em 30% a 40% e que foram aprovados com rapidez pela Agência Europeia do Medicamento devido ao seu "espetacular benefício na terapêutica" da doença.

Também o presidente da Associação Portuguesa de Bioética lamentou que haja em Portugal "hospitais com políticas diferentes" no que se refere ao acesso aos medicamentos.

"Não podemos permitir que dois hospitais separados por uma rua tenham políticas diferentes. Um dá um medicamento num determinado cancro e o outro não dá. Mas afinal quem é que manda neste país?", disse Rui Nunes.

Contudo, o ministério da Saúde garantiu desconhecer quaisquer casos de proibição de prescrição de medicamentos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Dada a gravidade das suas declarações, o ministério da Saúde aguarda que o sr. bastonário esclareça com rigor que hospitais, com que médicos, para que patologias concretas e envolvendo que medicamentos, os casos apontados genericamente estarão, supostamente a ocorrer", referido em comunicado enviado à agência Lusa, o ministério da Saúde.

O ministério da Saúde adiantou que não "deixará de averiguar as situações e de agir em conformidade".


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Publicado por Info Saúde às 17:44
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INEM alerta para os problemas resultantes do frio
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O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) alertou para os principais problemas de saúde relacionados com o frio e divulgou recomendações sobre como actuar nestes casos.

O alerta do INEM surge como resultado do anúncio do Instituto de Meteorologia o qual prevê uma descida das temperaturas mínimas, quatro a seis graus abaixo da média da época, a partir de sábado.

O INEM menciona que as crianças e os idosos são grupos particularmente vulneráveis, mas qualquer um pode ser afetado, e avisa que "a exposição a baixas temperaturas, no interior e no exterior, podem causar riscos sérios ou letais para a saúde".

"Embora permanecer em casa o maior tempo possível ajude a reduzir o risco de acidente de automóvel e quedas, poderá também enfrentar riscos domésticos", refere o comunicado ao qual a agência lusa teve acesso.

O INEM chama também à atenção dos riscos de incêndio e de intoxicação por monóxido de carbono devido à utilização de aquecedores e lareiras.

O instituto divulga ainda as "emergências médicas relacionadas com o frio", como a hipotermia, em que o corpo perde calor mais depressa do que o que consegue produzir e fica com uma temperatura excessivamente baixa. Esta situação afeta o cérebro fazendo com que a vítima não pense claramente nem se mova com a facilidade habitual, o que torna "a hipotermia particularmente perigosa pois a pessoa poderá não se aperceber da sua situação e, assim, não fazer nada para corrigir a situação".

Habitualmente as vítimas de hipotermia são os idosos com fraca alimentação, roupa ou aquecimento, os bebés que dormem em quartos frios, pessoas que permanecem por períodos prolongados no exterior, sem abrigo, montanhistas, caçadores e consumidores de álcool ou drogas.

Os sinais de aviso de hipotermia nos adultos são tremores, exaustão, confusão, mãos inquietas, perda de memória, fala "lenta" e confusa, sonolência. Nas crianças são pele muito vermelha e fria e apatia. Em caso de sentirem estes sinais, as pessoas devem procurar ajuda médica.


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Publicado por Info Saúde às 17:19
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Morfina: como aumenta a dor?
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Apesar de a morfina ser o tratamento de eleição para as dores de elevada intensidade, por vezes este pode agravar a dor. O estudo publicado na "Nature Neuroscience" dá conta como este processo ocorre.

"O nosso estudo identificou a via molecular através da qual a morfina pode aumentar a dor e sugere novas formas de tornar este medicamento eficaz para mais pacientes", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Yves De Koninck.

Os investigadores da Université Laval, no Canadá, explicaram que quando a morfina não é capaz de reduzir eficazmente a dor há a tendência de aumentar a dose. Nos indivíduos com tolerância à morfina este aumento de dose produz na realidade um alívio na dor. Contudo, por vezes, o aumento de dose pode, paradoxalmente, agravar a dor.

Os especialistas na dor pensavam que a tolerância ou a hipersensibilidade eram simplesmente diferentes reflexos da mesma resposta. No entanto, este estudo apurou que as vias envolvidas no processo de tolerância à morfina são bastante diferentes daqueles que induzem a dor.

Os autores do estudo descobriram que a hipersensibilidade à dor induzida pela morfina é causada pelo um tipo de células encontradas na espinal medula, as microglia. Quando a morfina atua em determinados recetores destas células, há ativação de uma cascata de eventos que culmina com o aumento, em vez da diminuição, da atividade de células nervosas envolvidas na transmissão da dor.

Os investigadores também descobriram que a proteína KCC2, que controla os sinais sensoriais para o cérebro, era a responsável por estes efeitos secundários da morfina. Yves De Koninck explicou que a morfina inibe a atividade desta proteína, o que conduz a uma perceção anormal da dor. "Caso a atividade da KCC2 seja normalizada poderemos impedir a hipersensibilidade à dor", disse o investigador.

Actualmente os investigadores estão a testar moléculas capazes de preservar as funções da KCC2 e consequentemente impedir a hipersensibilidade à dor.

O coautor do estudo, Michael Salter, acrescentou ainda que esta descoberta poderá ter um grande impacto no indivíduos com vários tipos de dor intratável, como aquela associada ao cancro ou danos nervosos, que interromperam a medicação com morfina ou outro tipo de opiáceos devida à hipersensibilidade à dor.


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Publicado por Info Saúde às 17:17
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Anti-hipertensores poderão reduzir risco de demência
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Os indivíduos que tomam medicamentos para diminuir a pressão arterial, os bloqueadores beta, têm um menor risco de apresentarem alterações cerebrais características da doença de Alzheimer e de outros tipos de demência, refere um estudo que irá ser apresentado no encontro anual da American Academy of Neurology.

Neste estudo, os investigadores do Pacific Health Research and Education Institute, no Havai, analisaram os dados relativos a 774 idosos, os quais foram autopsiados após a morte. Do total dos participantes, 610 sofria de pressão arterial elevada ou estava a ser submetido a um tratamento para diminuir a hipertensão. Entre os 350 indivíduos que estavam a ser tratados, 15% tinha tomado um bloqueador beta, 18% um bloqueador beta e outros medicamentos e os restantes participantes foram submetidos a outro tipo de tratamento para a hipertensão.

O estudo apurou que todos os tipos tratamentos anti-hipertensores tiveram sucesso. Contudo, os homens submetidos apenas ao tratamento com bloqueadores beta apresentavam menos alterações no cérebro, comparativamente com aqueles que não foram tratados para a hipertensão ou que receberam outro tipo de tratamento. Os participantes tratados com um bloqueador beta e outro tipo de anti-hipertensor apresentaram um redução intermédia no número de alterações cerebrais.

Estas alterações incluíam dois tipos distintos de lesões cerebrais: umas indicadoras da doença de Alzheimer e outras conhecidas por micro enfartes, geralmente associados a acidentes vasculares cerebrais pequenos, múltiplos e não diagnosticados. Os participantes que tinham tomado bloqueadores beta, isoladamente ou em combinação com outro tipo de anti-hipertensor, apresentavam uma menor redução no volume do cérebro.

"Uma vez que o número de indivíduos com Alzheimer tende a aumentar à medida que a população envelhece, é cada vez mais importante identificar os fatores que poderão atrasar ou prevenir a doença. Estes resultados são muito interessantes, especialmente porque os bloqueadores beta são um tratamento comum para a hipertensão", revelou, em comunicado de imprensa, o autor do estudo, Lon White.


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Publicado por Info Saúde às 17:14
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013
Investigadores descobrem 700 tipos de bactérias presentes no leite materno
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Uma equipa de investigadores espanhóis descobriu o mapa microbiano do leite materno, tendo o estudo revelado que a diversidade microbiana da principal fonte de alimento dos recém-nascidos é maior do que se pensava, com mais de 700 espécies.

Através de uma técnica baseada numa ampla sequênciação de ADN, os cientistas conseguiram identificar o conjunto de bactérias existente no leito materno, denominado microbioma.

O leite materno é determinante para o desenvolvimento da flora bacteriana no recém-nascido. No entanto, desconhece-se ainda o papel biológico desempenhado por essas bactérias nos recém-nascidos.

Com este estudo, será agora possível determinar as variáveis pré e pós-parto que influenciam a riqueza microbiana do leite materno.

Algumas amostras de colostro, o primeiro líquido segregado pelas glândulas mamárias ao parto, analisadas neste estudo revelaram mais de 700 espécies destes microrganismos. As bactérias Weissella, Leuconostoc, Staphylococcus, Streptococcus e Lactococcus foram as mais comuns encontradas nestas amostras.

Em amostras de leite materno recolhidas um mês e seis meses após o início da amamentação foram encontradas bactérias típicas da cavidade bucal como a Veillonella, Leptotrichia e Prevotella.

Os investigadores descobriram também que o peso das mães influencia a riqueza bacteriana do leite materno. O leite de mães obesas que tinham engordado mais do que o recomendado durante a gravidez possuía uma menor diversidade de espécies.

O tipo de parto afeta igualmente o microbioma do leite materno. Um parto vaginal produzia na mãe leite mais rico em microrganismos do que o leite de uma mãe que tinha tido uma cesariana planeada. No entanto, o leite oriundo de mães que tinham sido submetidas a um parto por cesariana não planeada tinha uma riqueza microbiana semelhante ao das mães que tinham tido um parto vaginal.

Estes resultados parecem sugerir que o estado hormonal da mãe na altura do parto é um fator relevante e os autores acreditam que a falta de sinais hormonais de parto e de stress fisiológico poderão influenciar a diversidade microbiana do leite materno.

Os investigadores estão agora a procurar determinar se o papel destas bactérias é metabólico (no sentido em que ajuda a digestão do bebé que amamenta) ou imunitário, ou seja, se auxiliam na distinção entre organismos benéficos e estranhos.

Os autores consideram ainda que esta descoberta poderá ser benéfica para a indústria da nutrição: "se as bactérias do leite materno descobertas neste estudo forem importantes para o desenvolvimento do sistema imunitário, acrescentá-las ao leite artificial pode reduzir o risco de alergias, asma e doenças auto-imunes", comentaram.



Publicado por Info Saúde às 12:36
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Troca de seringas passa a ser feita nos centros de saúde
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Os centros de saúde vão passar a assegurar o programa de troca de seringas sob orientação dos departamentos de saúde pública e em colaboração com os serviços partilhados do Serviço Nacional de Saúde, revelou o diretor do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção VIH/Sida (PNVIH).

De acordo com António Diniz, com esta medida, um terço do programa de troca de seringas, que era antigamente feito nas farmácias, fica integralmente assegurado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A notícia avançada pela agência Lusa refere ainda que os restantes dois terços continuam a cargo de organizações governamentais e não governamentais, e pelos postos móveis.

"O programa diga não a uma seringa em segunda mão fica, assim, ancorado no SNS e a ele podem juntar-se todos os interessados em participar no programa", afirmou.

As unidades locais de saúde pública ficam responsáveis pela orientação deste programa nos cuidados de saúde primários, porque a elas "compete a participação em programas de saúde prioritários", explicou.

Segundo o responsável, o programa vai também ser aplicado nos centros de resposta integrada, na dependência das Administrações Regionais de Saúde (ARS) e serão reforçadas as parcerias em algumas zonas mais problemáticas, como é o caso do distrito de Setúbal.

António Diniz adiantou ainda que o programa de troca de seringas vai ser alargado às autarquias e às Juntas de Freguesia, que já começaram a ser contactadas e mostraram interesse.


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Publicado por Info Saúde às 12:32
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013
Epilepsia e enxaqueca têm base genética comum
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A epilepsia e a enxaqueca têm uma base genética comum. O estudo publicado na revista "Epilepsia" refere que uma história familiar de convulsões pode aumentar o risco de sofrer de enxaqueca com aura.

Estudos anteriores já tinham constatado que os indivíduos com epilepsia eram mais suscetíveisdo que a restante população de sofrerem de enxaquecas. Contudo, era não era claro se a coexistência destas duas doenças era causada por genes partilhados.

Neste estudo, os investigadores Columbia University Medical Center, nos EUA, recolheram dados de indivíduos que tinham participado no "Epilepsy Phenome/Genome Project (EPGP)"- um estudo genético que inclui pacientes com epilepsia e as suas famílias.

Após terem analisado cerca de 730 pacientes com epilepsia, os investigadores constataram que a prevalência de enxaqueca com aura era significativamente maior quando existiam vários indivíduos dentro da mesma família com problemas de convulsões. Foi verificado que, em comparação com os indivíduos que tinham poucos familiares com problemas de convulsões, aqueles que tinham três ou mais familiares chegados com estes problemas apresentavam um risco duas vezes maior de ter enxaquecas com aura. Assim, quanto maior é o efeito genético da epilepsia numa família, maior é a taxa de enxaqueca com aura. De acordo com os autores do estudo, estes resultados mostram que a epilepsia e a enxaqueca são causadas por um ou mais genes comuns.

A identificação das contribuições genéticas entre a epilepsia e outras doenças, como a enxaqueca, tem implicações para os pacientes que sofrem de epilepsia. Estudos anteriores já tinham revelado que a coexistência deste tipo de condições tinha impacto na qualidade de vida, sucesso de tratamento e mortalidade dos pacientes epiléticos.

"O nosso estudo demonstra que há uma forte base genética entre a enxaqueca e a epilepsia, uma vez que a taxa de enxaqueca está apenas aumentada nos indivíduos que têm familiares chegados com epilepsia e só quando três ou mais membros das famílias estão afetadas", conclui a líder do estudo, Melodie Winawer.

A investigadora refere ainda que, a análise genética da coexistência da epilepsia e de outras doenças poderá ajudar a melhorar o diagnóstico e tratamento destas doenças bem como melhorar a qualidade de vida dos indivíduos com epilepsia.


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Publicado por Info Saúde às 18:12
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Caminhar reduz risco de acidente vascular cerebral
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As mulheres que caminham mais de três horas por semana apresentam um menor risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), dá conta um estudo publicado na revista "Stroke".

O estudo, conduzido pelos investigadores da Consejería de Sanidad de Murcia, em Espanha, contou com a participação de 33.000 homens e mulheres que tinham idades compreendidas entre 29 e 69 anos. Todos os participantes foram questionados sobre a quantidade de exercício físico que tinham praticado entre 1992 e 1996. Os participantes foram acompanhados até 2006 e foram quantificados o número de complicações cardiovasculares que tinham ocorrido.

O estudo apurou que, em comparação com as mulheres que praticavam pouco exercício físico ou que praticavam exercício cardiovascular de elevada intensidade, as que caminhavam pelo menos 210 minutos (3 horas) por semana apresentavam um menor risco de desenvolver um AVC.

No final do período de acompanhamento, os investigadores verificaram que tinham ocorrido 442 AVC entre os participantes. Uma análise mais detalhada demonstrou que as mulheres que caminhavam mais de três horas por semana apresentavam um risco 43% menor de desenvolver AVC, comparativamente com as que não praticavam qualquer atividade física.

Contudo, foi verificado que as caminhadas semanais não diminuíram o risco de desenvolvimento de AVC entre os homens. Na opinião dos autores do estudo, estes resultados podem ser atribuídos ao facto de os homens incluídos neste estudo se encontrarem, em média, em melhor forma.

"A mensagem para a população geral é sempre a mesma, ou seja, a prática de atividade física moderada é boa para a saúde", revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, José María Huerta.

Na verdade a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática de pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana, de forma a manter uma vida saudável e a impedir a ocorrência de problemas cardiovasculares.



Publicado por Info Saúde às 17:13
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013
Portugueses desenvolvem medicamento em gomas para crianças
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Qualquer pessoa que tenha crianças a seu cargo conhece bem as dificuldades para as convencer a tomar qualquer medicamento. Mas o que aconteceria se esse medicamento assumisse a forma de um doce que as crianças gostem de comer? Foi com isto em mente que um grupo de alunos da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa desenvolveu o probiótico oral no formato de goma e venceram o Angelini University Award 2012, avança o Correio da Manhã.

"A ideia nasceu, curiosamente, à porta da faculdade. Investigámos mais a fundo a Angelini Farmacêutica e foi ao estudar a sua ‘pipeline’ e o seu mercado que surgiu a ideia das muitas ideias que nos passaram pela cabeça mas que não nos pareciam suficientemente fortes e inovadoras para passarmos à fase final do concurso de criarmos um produto para crianças em formato de goma com um ou mais compostos com valor terapêutico incorporado", explicam ao jornal os jovens Cláudia Vilhena, Inês Castro, Graça Costa, Leonor Costa e Tomás Albuquerque.

Ainda com os estudos em curso, os cinco estudantes de ciências farmacêuticas não têm dúvidas em afirmar que o prémio fará uma diferença nas suas vidas. "Ter ganho o Angelini University Award foi um enorme orgulho para nós e mostrou que, de facto, alguém considerou a nossa ideia boa. A nível pessoal teve um impacto muito positivo em todos os membros do grupo. A nível profissional foi igualmente bastante positivo, irá certamente fazer parte de todos os nossos CV", sublinham.

Quanto aos motivos que os levaram a submeterem um projecto à competição, os cinco estudantes explicam: "sendo somente estudantes universitários, queríamos ter a noção se estaríamos ou não prontos para desenvolver uma ideia e a mesma ser reconhecida".

No futuro próximo, os jovens têm planos para concluírem os respectivos mestrados e fazerem doutoramentos e todos gostariam de ser admitidos em equipas de investigação farmacêutica, dentro ou fora de Portugal.

"Todo o meu ensino foi neste país mas, lamentavelmente, é este mesmo país que agora não me dá condições para continuar o meu percurso", resume Cláudia Vilhena.



Publicado por Info Saúde às 14:42
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